O homem é o único animal que não sobrevive sozinho. Como seres adequados a vida social temos a necessidade de sempre estarmos em meio a pessoas. Do ponto de vista cultural, nos adaptamos a padrões de vida, preconceitos e limites que nos deixam chateados e que podem ser considerados como sintomas da depressão, principalmente nos períodos em que estamos ou nos sentimos sozinhos. Partimos para sentimentos de insegurança, tendo dificuldades de irmos sozinhos a lugares que gostamos de freqüentar como festas e cinemas. É preciso muita força para sair e freqüentar os lugares que nos oferecem oportunidades para deixar a solidão de lado. Se isolar é a pior atitude nesses casos, pois causa a depressão. Quando não conseguimos enfrentar e vencer a solidão ficamos cada vez mais frágeis e chegamos à depressão física e emocional.
Além de ser uma doença causada por alterações químicas no cérebro, a depressão também afeta as emoções do individuo e sua capacidade mental.
Os sintomas da depressão variam muito, saindo pelas sensações de tristeza, passando por pensamentos negativos e achegando até as alterações das sensações corporais. Para tanto, existem sintomas centrais que auxiliam no diagnóstico da depressão para que a cura seja alcançada:
• Perda de energia
• Perda de interesse;
• Mau humor;
• Desconcentração;
• Alterações de apetite e de sono;
• Atividades físicas e mentais reduzidas;
• Sentimento de fracasso.
Fisicamente, os sintomas da depressão mais comuns são: dores de cabeça, descompasso dos batimentos cardíacos, problemas na digestão, constipação, entre outros. O individuo passa por períodos de melhora e piora, mas isso não pode servir de parâmetro para afirmar que a pessoa está melhorando sozinha.
Outros sintomas da depressão que podem ocorrer paralelamente ao sintomas centrais depressivos são:
• Dificuldade em tomar decisões;
• Dificuldade em começar e concluir suas tarefas diárias;
• Irritabilidade;
• Impaciência;
• Inquietação ;
• Menosprezar a vida e desejar a morte;
• Chorar constantemente por motivos banais;
• Dificuldade para chorar;
• Desesperança;
• Sentir impossibilidade de melhora;
• Pena de si mesmo;
• Repetição de pensamentos negativos;
• Queixar-se freqüentemente;
• Sentir-se culpado infundadamente;
• Perda de apetite e peso;
• Boca seca/ressecada;
• Insônia ou hipersônia;
• Perda ou diminuição considerável do apetite sexual;
• Pessimismo.
Basicamente existem dois tipos de depressão. As depressões monopolares e as bipolares. O transtorno afetivo bipolar é a oscilação entre fases deprimidas, maníacas, eufóricas, alegres ou irritação do humor. No caso da depressão monopolar, só está presente as fases depressivas. Esses dois tipos de depressão tem cura, desde que tratadas devidamente. Vale ressaltar que o tratamento dos sintomas da depressão é algo completamente diferente da cura da depressão em si.
Os sintomas da depressão apresentam-se de maneira que, com o decorrer do tempo o humor depressivo instaurado no deprimido, tome o lugar das emoções iniciais, dificultando o sono e a alimentação. Outros sintomas da depressão são a ansiedade, o pensamento constante em seu problema e o temor pelo que possa acontecer.
O paciente demonstra tristeza todos os dias a maior parte do tempo, perde o prazer que tinha ao desempenhar atividades que gostava, tem dificuldades em ficar parado e movimenta-se mais lentamente que o costume. Sente-se desgostoso e sem esperança no que tange sua própria pessoa, sentindo-se, portanto, culpado pelos problemas que tem e pelos problemas dos outros. A partir daí ele passa a ter pensamentos suicidas. Apesar de apresentar todos esses sintomas da depressão, é necessário que esse quadro perdure por no mínimo duas semanas, para que uma pessoa seja diagnosticada portadora de um quadro de depressão.
Para diagnosticar a depressão, foi criada uma tabela. Para um individuo ser diagnosticado com depressão, precisa apresentar cinco ou mais sintomas descritos nela sendo o estado deprimido ou falta de motivação para as tarefas diárias obrigatório há pelo menos duas semanas.
Critérios para diagnóstico de depressão e sintomas da depressão (Segundo o DSM-IV, Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, 4ª edição):
• Estado deprimido: sentir-se deprimido a maior parte do tempo;
• Anedônia: interesse diminuído ou perda de prazer para realizar as atividades de rotina;
• Sensação de inutilidade ou culpa excessiva;
• Dificuldade de concentração: habilidade freqüentemente diminuída para pensar e concentrar-se;
• Fadiga ou perda de energia;
• Distúrbios do sono: insônia ou hipersônia praticamente diárias;
• Problemas psicomotores: agitação ou retardo psicomotor;
• Perda ou ganho significativo de peso, na ausência de regime alimentar;
• Idéias recorrentes de morte ou suicídio.
De acordo com o número de sintomas da depressão respondidos afirmativamente, o estado depressivo pode ser classificado em três grupos;
1) Depressão menor: 2 a 4 sintomas por duas ou mais semanas, incluindo estado deprimido ou anedônia;
2) Distimia: 3 ou 4 sintomas, incluindo estado deprimido, durante dois anos, no mínimo;
3) Depressão maior: 5 ou mais sintomas por duas semanas ou mais, incluindo estado deprimido ou anedônia.
Os sintomas da depressão interferem drasticamente na qualidade de vida do paciente e causa altas perdas sociais e pessoais como faltas no trabalho, constantes consultas médicas, medicação e suicídio. Pelo menos 60% das pessoas que se suicidam apresentam sintomas característicos da doença.
Embora possa começar em qualquer idade, a maioria dos casos tem seu início entre os 20 e os 40 anos. Tipicamente, os sintomas da depressão se desenvolvem no decorrer de dias ou semanas e, se não forem tratados, podem durar de seis meses a dois anos. Se não tratada a depressão pode se tornar crônica. No entanto, após dois anos a pessoa pode conseguir retornar a sua vida normal.
Fatores de risco e outros sintomas da depressão:
• História familiar de depressão;
• Sexo feminino;
• Idade mais avançada;
• Episódios anteriores de depressão;
• Parto recente;
• Acontecimentos estressantes;
• Dependência de droga.
O número de casos entre mulheres é o dobro dos homens e tem maior incidência no período pós-parto. Aproximadamente 15% das mulheres relatam sintomas de depressão nos seis meses que se seguem ao nascimento de um filho.
Além dos fatores sociais e pessoais, tomar conhecimento de enfermidades presentes no individuo ou em pessoas queridas podem levar a depressão e aos diversos sintomas da depressão. Os medicamentos de uso continuado também podem provocar quadros depressivos. Alguns exemplos são: Os anti-hipertensivos, as anfetaminas, os benzodiazepínicos, as drogas para tratamento de gastrites e úlceras (cimetidina e ranitidina), os contraceptivos orais, cocaína, álcool, antiinflamatórios e derivados da cortisona.
A psicoterapia pode tratar casos de depressão. O método oferece a vantagem de não necessitar essencialmente de medicamentos e com isso diminui o risco de recaída e volta dos sintomas da depressão, desde que a pessoa consiga lidar com esses problemas conforme o tratamento se desenvolva. A desvantagem está no tempo de tratamento e também no que tange a imprevisibilidade da resposta. A psicoterapia não deve ser indicada como único tratamento nos casos graves de depressão.
Embora haja muitos benefícios por parte da psicoterapia, a tendência moderna é receitar medicamentos para tratar e curar a depressão. O plano terapêutico deve compreender três fases:
Primeiramente a fase aguda que dura entre seis e doze semanas. Nesse período, o principal objetivo é de fazer os sintomas da depressão regridam. Aproximadamente 70% dos pacientes respondem ao tratamento já nesta fase. Se não houver resposta adequada, o diagnóstico de depressão deve ser novamente analisado e reavaliado. Havendo confirmação do diagnóstico o tratamento deve ser alterado de acordo com o caso.
Depois vem a fase da continuidade: Nessa fase, os medicamentos são plenamente mantidos por um período de quatro a nove meses, que devem ser contados quando há o desaparecimento dos sintomas da depressão, evitando dessa maneira, recaídas.
Por ultimo temos a fase de manutenção: Essa fase não tem um tempo de duração. Ela se emprega em casos graves, onde há muitos sintomas da depressão agindo predominantemente, sendo um dos sintomas o suicídio. Também estão incluídos nessa fase de tratamento pessoas que tiveram três ou mais diagnósticos de depressão, pessoas com familiares com dois ou mais quadros depressivos recidivantes, ou sintomas da depressão instalados antes dos 20 anos de idade ou em qualquer idade/ caso com risco de morte. É muito comum que nessa fase as pessoas desistam do tratamento pois os benefícios podem demorar até quatro semanas para serem notados.
Para os depressivos que não recebem tratamentos adequados, é importante praticar exercício físico com regularidade e também se dedicar diariamente a atividades que gostem e tenham prazer em realizar. No entanto, é fundamental que tenham consciência de que a depressão pode ser uma doença muito prejudicial e que independentemente do controle voluntário.
Uma outra alternativa ao tratamento da depressão e a hipnose dinâmica.
A Hipnose Dinâmica, diferente das técnicas tradicionais, se utiliza da Comunicação Não Verbal para se comunicar com a esfera emocional da pessoa, levando-a rapidamente ao estado hipnótico e poder assim lidar diretamente com o inconsciente da mente do paciente. Esta comunicação com o inconsciente leva a mente do paciente a identificar as causas do seu mal estar emocional e com a ajuda das sugestões do medico, encontrar soluções e alternativas para substituir símbolos negativos por outros positivos, eficazes a diminuir a ansiedade e a tensão criadas. Lidando com o inconsciente da mente do paciente, se consegue a recuperação do equilíbrio emocional e da harmonia, intervindo sobre aquele lado mais escondido que a racionalidade tende a censurar.
O Instituto Verea dedica-se ao atendimento clínico, individual e em grupo de pessoas para a melhora e a cura de distúrbios de origem psicossomática como fobias, medo de dirigir ou de andar de avião, síndrome do pânico, tabagismo, drogas, álcool, problemas sexuais, entre outros e presidido pelo Dr. Leonard F. Verea.
Dr. Verea é médico psiquiatra pela Faculdade de Medicina e Cirurgia de Milão, Itália, especializado em Medicina Psicossomática e Hipnose Clínica, é presidente da Sociedade Brasileira de Hipnose Clínica e membro da CID CNV Istituto di Psicologia Analogica e di Ipnosi Dinamica, SIMP - Societá Italiana di Medicina Psicosomatica, Roma-Italia, The International Society for Medical and Psychological Hypnosis, New York-EUA, ABMP - Associação Brasileira de Medicina Psicossomática e a Sociedade Brasileira de Hipnose.
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